terça-feira, 16 de setembro de 2008

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

1º dia

Estava sonolento, bocejando, eram 7:48 da manhã e aguardava as portas se abrirem
algumas pessoas esperando o mesmo, com uniforme que amanhã ou depois vestiria.
Algumas instrunções e aprendizagem, agora já pode por em prática, pode?
Corredores, caixas, sapatos, caixas de sapatos, sorrisos e estranhamento.
Algumas dúvidas e muitas horas já não gosta de alguns.
Julga, analisa, julga novamente.Comentários.
Almoço sensacional, lembra do bandeijão de São Paulo.Comida boa.
Novamente corredores, caixas, sapatos, caixas de sapatos.
18h a despedida é acompanhada do cansaço.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Le Fleurs du Mal

Agora tem um grupo
final de semana reunião
Graças à Baudelaire quanto a
suas letras tranformadas


Foi fevereiro inicial
pra abril apresentar
Graças ao Nezo
seu esmero indispensável


Segue o calendário
e congregamos ainda
com aquele mesmo título
gradual escrúpulo


Tem fã de Elvis
tem pantaneira
Bossanovista, Indie, sei lá
tem até Santo virgem.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Madalena

Negra Senhora de batom vermelho
sorri quando chamam seu nome
no frear do ônibus ao sinaleiro


Negra Senhora de belos dentes
pano à cabeça bengala na mão
vida longa de Deus presente

Roda Gigante

Cuidado! Sou de vidro e num instante posso quebrar
Meu cérebro de cera logo pode derreter
As memórias desaparecerão
Tive tudo e sou nada
Roubaram meus sonhos e me deram boa noite
Levaram a receita da vida e me perguntam se estou bem
Cuidado! não direi mais nada, pois estive rindo
Agora nada
Assopraram em meu ouvido
Caí, estou abaixo dos meus pés
Não sou mais o príncipe da torre
Armaduras enferrujadas
Estou perto do chão
A roda gira
gira
gira

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Só quando estou

Se essas horas chegam
eu não quero mais
Nesses minutos de choro
com dor de antecipação

E o medo do isolamento
Os ambientes vagos
com psicanálise desenhada
Nessas horas que chegam

Se essas horas chegam
Automático tédio
Insuportável sabor de tanino
e as seqüelas me acompanham

Caixa Postal

Recordei os meus amores
Num quarto de hotel
No quarto de amiga
Naquele maio de Londrina
E o acaso que é de Minas
Agora escreve em Campinas
A publicidade Umuarama
Os convites de viagem sacana
O quarto de amiga? é Cianorte
Criança quente foi por sorte
Num palco agora deve estar
Um passageiro de Curitiba
Quando a noite foi em família
Escapei pro sexo Brasília
Foi tanto os meus amores
Deixei partir sem despedidas
Num próximo encontro de flores
Muda a caixa postal e medidas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Isso o que é

Esse vinho da madrugada
esse homem deitado esquadro
uma mulher no quarto ao lado

As teclas pretas pausadas
um século XXI já usado
folhas frescas enlatadas

Um dicionário desorganizado
igualado a vida enquadrada
e eu não entendo mais nada.

sábado, 9 de agosto de 2008

Sr.

Ontem o Monteiro se foi
Ao encontro dos anjos
No monte frio distante
Deixou o Monturo e seguiu ao inviolável
Deixou os três mosqueteiros e seus motivos.



Ao amigo Rafael Monteiro.

Não diz para ele não

Meu irmão não é peão
não é Maria não é João

Meu irmão não é coronel
Não é vinagre nem mel

Viu! moço! escuta aqui
Não sei o que meu irmão é não

Mamãe num quer saber disso não
Papai nem imagina isso não

O negócio dele é diferente
Olha! é só entre a gente

Mas o que passa na mente
Que é do seu moço que ele sente.

Leis

Jornais
Formais
Iguais
Informais
Anais

domingo, 20 de julho de 2008

Verás

Me empurrou contra parede
me fez engolir tudo
suportei silenciosamente
depois foi minha vez
pronunciei todas as palavras
ajoelhou-se e fez o que ordenei
o duelo termina entre risos e comemorações.