terça-feira, 23 de setembro de 2008

Pequenos Morcegos

cedo já sabia da noite
estava contratada
era só abrir as pernas
e caminhar na escuridão
mas queria demissão
viver o Sol e peças encenadas
despir-se gratuitamente
e se despedir fregüentemente

terça-feira, 16 de setembro de 2008

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

1º dia

Estava sonolento, bocejando, eram 7:48 da manhã e aguardava as portas se abrirem
algumas pessoas esperando o mesmo, com uniforme que amanhã ou depois vestiria.
Algumas instrunções e aprendizagem, agora já pode por em prática, pode?
Corredores, caixas, sapatos, caixas de sapatos, sorrisos e estranhamento.
Algumas dúvidas e muitas horas já não gosta de alguns.
Julga, analisa, julga novamente.Comentários.
Almoço sensacional, lembra do bandeijão de São Paulo.Comida boa.
Novamente corredores, caixas, sapatos, caixas de sapatos.
18h a despedida é acompanhada do cansaço.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Le Fleurs du Mal

Agora tem um grupo
final de semana reunião
Graças à Baudelaire quanto a
suas letras tranformadas


Foi fevereiro inicial
pra abril apresentar
Graças ao Nezo
seu esmero indispensável


Segue o calendário
e congregamos ainda
com aquele mesmo título
gradual escrúpulo


Tem fã de Elvis
tem pantaneira
Bossanovista, Indie, sei lá
tem até Santo virgem.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Madalena

Negra Senhora de batom vermelho
sorri quando chamam seu nome
no frear do ônibus ao sinaleiro


Negra Senhora de belos dentes
pano à cabeça bengala na mão
vida longa de Deus presente

Roda Gigante

Cuidado! Sou de vidro e num instante posso quebrar
Meu cérebro de cera logo pode derreter
As memórias desaparecerão
Tive tudo e sou nada
Roubaram meus sonhos e me deram boa noite
Levaram a receita da vida e me perguntam se estou bem
Cuidado! não direi mais nada, pois estive rindo
Agora nada
Assopraram em meu ouvido
Caí, estou abaixo dos meus pés
Não sou mais o príncipe da torre
Armaduras enferrujadas
Estou perto do chão
A roda gira
gira
gira

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Só quando estou

Se essas horas chegam
eu não quero mais
Nesses minutos de choro
com dor de antecipação

E o medo do isolamento
Os ambientes vagos
com psicanálise desenhada
Nessas horas que chegam

Se essas horas chegam
Automático tédio
Insuportável sabor de tanino
e as seqüelas me acompanham

Caixa Postal

Recordei os meus amores
Num quarto de hotel
No quarto de amiga
Naquele maio de Londrina
E o acaso que é de Minas
Agora escreve em Campinas
A publicidade Umuarama
Os convites de viagem sacana
O quarto de amiga? é Cianorte
Criança quente foi por sorte
Num palco agora deve estar
Um passageiro de Curitiba
Quando a noite foi em família
Escapei pro sexo Brasília
Foi tanto os meus amores
Deixei partir sem despedidas
Num próximo encontro de flores
Muda a caixa postal e medidas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Isso o que é

Esse vinho da madrugada
esse homem deitado esquadro
uma mulher no quarto ao lado

As teclas pretas pausadas
um século XXI já usado
folhas frescas enlatadas

Um dicionário desorganizado
igualado a vida enquadrada
e eu não entendo mais nada.

sábado, 9 de agosto de 2008

Sr.

Ontem o Monteiro se foi
Ao encontro dos anjos
No monte frio distante
Deixou o Monturo e seguiu ao inviolável
Deixou os três mosqueteiros e seus motivos.



Ao amigo Rafael Monteiro.

Não diz para ele não

Meu irmão não é peão
não é Maria não é João

Meu irmão não é coronel
Não é vinagre nem mel

Viu! moço! escuta aqui
Não sei o que meu irmão é não

Mamãe num quer saber disso não
Papai nem imagina isso não

O negócio dele é diferente
Olha! é só entre a gente

Mas o que passa na mente
Que é do seu moço que ele sente.

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