terça-feira, 11 de novembro de 2008

Iguais

Teus seios grandes já não cabem em minhas mãos
tua casa apertada já não suporta minha entrada
reclama do meu toque e logo dou as costas

Assim procuro semelhança
em perfumes e gestos
em hormônios incertos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Km

Galopa sobre meu verso o cavalo negro
vento traz as velas
traz ciosamente o sinal nítido
A obra obscura, o cenário, a lonjura
Na cavação a pequena caixa
No exterior a celebração
Vento traz o aroma
traz na dissonância a derrota
a despedida flórea, o Novembro

Galopa sobre a distância homicida.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Hoje estacionei os olhos no vidro da Banca.
a capa da edição de Novembro da Playboy chamou minha atenção.
Ri tanto por dentro, ri muito.
Caminhei (ainda sorrindo).

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A Inocência veste cinta-liga

Oh Dália
Oh! Dama
a mais dadivosa


Oh! Dândi
Oh! Dança
a mais desdenhosa


Oh! Desejo
Oh! Deslumbre
a não dessexuada


Oh! Deusa
Oh! Dita
a não dramatizada


Doce dos mais dom
Deveras dardejante

para Franciele Carvalho Arcas

sábado, 25 de outubro de 2008


Só uma confissão para o dia:
O dia hoje
como um Pierrot molhado

Paixão: uma batalha de sete pedras
A saudade Rainha da maldade
Tabuleiro de regras
Ápice de sanidade




domingo, 19 de outubro de 2008

Nova Esperança

de 17 a 19 num sofá verde
pra depois um tapete bege da outra sala
as luzes
e até o suco de uva me recorda
de formas claras os lábios frenéticos
num plano
num leito
e até as chaves me trazem memórias
de indivíduos fora de casa
numa estrutura construída
em poucos dias
os nossos dias
que são plenamente cumpridos
na mais espiritual capacidade


Remédio Assimilador, Fibroso, Adjutório, Exato pra saudade Lenimentar

Dedico este ao mais novo dos encontros que me permiti
e como a suavidade de um cantar espanhol
lavarei meus cabelos numa Nova Esperança


DNA

porque sou folha
                                   dorido
porque és vento




porque já não a minha casa
e porque já pegaste o teu ônibus


Limite?


na mais funda gaveta


                                   DNA
dissolvido
invicto, por enquanto


Tenta!Tenta!Tenta!
tornar sólido.
cata-ovo
cata-vento
Catalão


almoço
almofada
Almodóvar


psicótico
psicanálise
piscina


pela beira
pela rabeira
pela madeira

sábado, 18 de outubro de 2008

Está sentado num caixão
rindo de mim - sem saída
luto neste momento de luto
Amor sentado no meu crânio - saudação

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Quero direito de dar passos livres,
mas ele não deixa
Eu quero um canto, um santo
e outros tantos
quero a fala, abrir as cordas,
mas ele me cala
Não me deixa enxergar
vontade de amor simbólico
e não paixão posta e imposto
Quer manter
dia após dia
Ao folhear
tarde conheço
Daniel Cohn - Bendit
Não reacionário
readaptação

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Te esperarei mesmo em repouso
sobre margaridas brancas
Reinarás para que tudo se torne igual
e que gerações de sangue meu
brinque com praças e pombos

Nurbano

Sentados na calçada
cabelos a pentear
barbas panos brincos
Tudo custa tão pouco
Sobre autonomia, preconceito
ou apenas consumidores fregüentes
Filosofia Sociologia ignorância
admiro aprecio tenho vontade
ali na avenida São Paulo tem alguns.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

No meu corpo

Reinventei as confissões
e cobri minha insegurança com capuz de vermelho céu

No meu peito

Te amo tanto
amo sua voz e sua língua
mesmo em cada ponto diferente
suas cores
aqueles que te representam
sua vida e riquezas extraviadas
sua flâmula
Ainda posso gostar
dos bosques que não tem mais
verde


Suas Minas, Ah! Amo
Início na Orla
até os pampas
amarelo


Seus olhos
estrelas brancas
O seu movimento
lágrimas da região
dos olhos
Nordeste
azul