terça-feira, 22 de setembro de 2009

Ane XXI

Fiel figura fértil
Consorte
Dos naturais apreços
sem esboço planejado és
pintura bela
Mãe de luz Clara
do coração de mais além
Será que você?
Existe.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A fábrica é sempre aberta

Acham que a distância não descansa em paz
dividiram o paralelo e tanto faz
porque lhe atribuíram uma cabeça

Os filhos das escolas não enxergam mais
não pulam o muro e são todos iguais
porque lhe atribuíram uma cabeça

É verde pra quem olha pela fechadura
mas temos pinceladas vermelhas rupturas
porque lhe construíram uma cabeça

Sejam sem disfarces, combatam ferraduras
mesmo com espantos, mesma vida dura
mas sem que lhes construam uma cabeça

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Luiz XXI

Sentiria falta dos seus chápeus
às minhas costas descoordenadas
companhia de cenas, letras e melodias
será que você?
portador do juízo e das cortesias
leitor de vidas e vidas
passadas em passados
de coração redutor


Para o mais peculiar dos companheiros.

domingo, 9 de agosto de 2009

Domingueira

Dominical quando não dramático
poético
Entro aos doridos de domingo
e defendo os versos em primeira pessoa

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Os passáros já se calam
as figuras trocadas estão
não ao ganhador
não houve derrotado

Nos encontros passam
as datas marcadas são
não houve despedida
perdemos a partida

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Brancos

Observando os passos na praça conclui:
Gosto de quem valoriza os cabelos do tempo.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Signos de Gratidão

És a alegria do meu gênero
semelhante ou desigual
És de tantos cantos
a sonolência do pardal


Tu, senhor de duas damas
Não queira tomar por mal
mas o afeto que lhe dou
és do mar porção de sal

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A planta que ali não pisa

Rio de Janeiro
que amo tanto
sem ao menos os teus recantos

Rio das águas que não bebi
dos Janeiros que sol não vi

E é por isso que te amo
dos sonhos que te ganho
dos sambas que me proponho

Rio dos peixes que ouvi
dos Janeiros que vi partir

e o Cristo com violão barquinho
na bossa de Tom Toquinho
abre os braços aos nossos chorinhos

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Os dois de Minhas

Minha fina flor
meu cortejador
Não sou mais dono desses prefixos

e o velho da praça violão
já mente tal separação
dos meus enganos com os teus

Minha graça cortesia
meu canto maresia
Não sou mais desses dois.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Caminhos

Quando não quis mais(,)
os garotos(,) dela
ele foi.
Se as barbas já(,) não
o som à ela
quer demais.

Mas quanto a ela
dela foi se ter
porque das vírgulas
dele sem querer

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Escapa do mesmo

Pensar em velas frias
acomodado à vários freios
num quadrado velho à falhas

veio as veias
ver o vento
veio a vasto
em viajem

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Nem posso ser as pragas do seu jardim
quanto mais semear para que teu caule cresça.

Dupla Face

Tú olhas como me quer
e sabes que retorno lhe dou
num outro lado o mister
e a reprodução de Charaudeau

Lanço-te porções desejáveis
no intervalo de cada pálpebra
Devoras tais parcelas insaciáveis
mas estaciona em cada quebra



E tudo não passa de visões trocadas durante alguns estudos.