És a alegria do meu gênero
semelhante ou desigual
És de tantos cantos
a sonolência do pardal
Tu, senhor de duas damas
Não queira tomar por mal
mas o afeto que lhe dou
és do mar porção de sal
quarta-feira, 17 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
A planta que ali não pisa
Rio de Janeiro
que amo tanto
sem ao menos os teus recantos
Rio das águas que não bebi
dos Janeiros que sol não vi
E é por isso que te amo
dos sonhos que te ganho
dos sambas que me proponho
Rio dos peixes que ouvi
dos Janeiros que vi partir
e o Cristo com violão barquinho
na bossa de Tom Toquinho
abre os braços aos nossos chorinhos
que amo tanto
sem ao menos os teus recantos
Rio das águas que não bebi
dos Janeiros que sol não vi
E é por isso que te amo
dos sonhos que te ganho
dos sambas que me proponho
Rio dos peixes que ouvi
dos Janeiros que vi partir
e o Cristo com violão barquinho
na bossa de Tom Toquinho
abre os braços aos nossos chorinhos
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Os dois de Minhas
Minha fina flor
meu cortejador
Não sou mais dono desses prefixos
e o velho da praça violão
já mente tal separação
dos meus enganos com os teus
Minha graça cortesia
meu canto maresia
Não sou mais desses dois.
meu cortejador
Não sou mais dono desses prefixos
e o velho da praça violão
já mente tal separação
dos meus enganos com os teus
Minha graça cortesia
meu canto maresia
Não sou mais desses dois.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Caminhos
Quando não quis mais(,)
os garotos(,) dela
ele foi.
Se as barbas já(,) não
o som à ela
quer demais.
Mas quanto a ela
dela foi se ter
porque das vírgulas
dele sem querer
os garotos(,) dela
ele foi.
Se as barbas já(,) não
o som à ela
quer demais.
Mas quanto a ela
dela foi se ter
porque das vírgulas
dele sem querer
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Escapa do mesmo
Pensar em velas frias
acomodado à vários freios
num quadrado velho à falhas
veio as veias
ver o vento
veio a vasto
em viajem
acomodado à vários freios
num quadrado velho à falhas
veio as veias
ver o vento
veio a vasto
em viajem
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Dupla Face
Tú olhas como me quer
e sabes que retorno lhe dou
num outro lado o mister
e a reprodução de Charaudeau
Lanço-te porções desejáveis
no intervalo de cada pálpebra
Devoras tais parcelas insaciáveis
mas estaciona em cada quebra
E tudo não passa de visões trocadas durante alguns estudos.
e sabes que retorno lhe dou
num outro lado o mister
e a reprodução de Charaudeau
Lanço-te porções desejáveis
no intervalo de cada pálpebra
Devoras tais parcelas insaciáveis
mas estaciona em cada quebra
E tudo não passa de visões trocadas durante alguns estudos.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
O Poeta e o Cronista
Como as letras que formam palavras
Separados apenas pelas vírgulas
existentes no corpo
Separados apenas pelas vírgulas
existentes no corpo
sexta-feira, 27 de março de 2009
Posse
Se lhe tenho
escolho os poetas certos
Se não o tenho
vasculho olhares perto
ressuscito significados
em cartas desdobradas
e o vermelho do teu Ser
em silêncio quer me ver
Se lhe tenho
suas asas cheiram explícitas
Se não o tenho
busco elo repleto ênclitico
terça-feira, 24 de março de 2009
Quando o galo decide cantar
A música inaudível distante
e o corpo dança galante
Eles custam cinco pratas e
não ignoram a distinção da casta
Deslumbro tantos nus e
no sopro a moral se torna cru
Apnéia, exalando líquido dos presentes
Volúpia, cavalos em excessos quentes
e o corpo dança galante
Eles custam cinco pratas e
não ignoram a distinção da casta
Deslumbro tantos nus e
no sopro a moral se torna cru
Apnéia, exalando líquido dos presentes
Volúpia, cavalos em excessos quentes
domingo, 15 de março de 2009
Vem
Vem
Não se intimide
escolha as janelas
e entra
Não tenha receios
escolha as almofadas
e senta
Vem
Porque meu amor tem que ter alguém
Não se intimide
escolha as janelas
e entra
Não tenha receios
escolha as almofadas
e senta
Vem
Porque meu amor tem que ter alguém
quarta-feira, 11 de março de 2009
Bolso vazio
Quanto ao vento forte
não sei se vem do norte
Assim mesmo, os misturados
daqui cantam sorte
Em cores dançam fitas
para santo sob a morte
No alto de reuniões de
tijolos de grande porte
O pau-brasil cresce tão mais belo
que a planta carnívora América do norte
não sei se vem do norte
Assim mesmo, os misturados
daqui cantam sorte
Em cores dançam fitas
para santo sob a morte
No alto de reuniões de
tijolos de grande porte
O pau-brasil cresce tão mais belo
que a planta carnívora América do norte
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Revés
Retiro-me do amplo deserto melancólico são
desatinado por um horizonte bucólico em vão
Em adaptação faço útil todos os sentidos
para cobrir com reações os pontos mais feridos
Arranho o tato em ferrugem negra portão
e mordo à saliva o paladar com tiras de algodão
Ouço pranto domínio e risos falsos em encarnação
e o cheiro das podres almas naturais tornam-se sutil então
Cancelo a ótica para o consciente embaraçoso sumido
e na adaptação castigo, faço útil todos os sentidos
desatinado por um horizonte bucólico em vão
Em adaptação faço útil todos os sentidos
para cobrir com reações os pontos mais feridos
Arranho o tato em ferrugem negra portão
e mordo à saliva o paladar com tiras de algodão
Ouço pranto domínio e risos falsos em encarnação
e o cheiro das podres almas naturais tornam-se sutil então
Cancelo a ótica para o consciente embaraçoso sumido
e na adaptação castigo, faço útil todos os sentidos
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Cuíca triste em versos soltos
O teu samba vem me carregar de choro
de lágrimas, abafo vozes em coro
Em teus pés aqueles passos mais bonitos,
mas meus olhos ainda em melancolia finita
O teu samba
recebi sem conselho
e agora
aperta peito
vem e chora
de lágrimas, abafo vozes em coro
Em teus pés aqueles passos mais bonitos,
mas meus olhos ainda em melancolia finita
O teu samba
recebi sem conselho
e agora
aperta peito
vem e chora
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